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sábado, 20 de maio de 2023

Review: A casa que Jack construiu (2018)

O longa-metragem dirigido por Lars von Trier, retrata o desenvolvimento de um serial killer que finaliza suas vítimas de maneira fria e cruel. O diferencial do assassino é a sua elevada inteligência e possuir TOC (Transtorno obsessivo-compulsivo), sendo extremamente exigente em requisito à limpeza do ambiente, enquanto ele narra seus assassinatos meticulosamente planejados ao longo de vários anos com trechos utilizando humor ácido. No entanto, essa narrativa explícita e brutal da violência se torna o ponto fraco do filme, tornando-o uma experiência desagradável  ao misturar várias visões do diretor sobre arte, política e religião, inseridas do ponto de vista dos personagens. O filme se orgulha de mostrar cada detalhe sádico dos assassinatos cometidos por Jack, criando uma atmosfera angustiante que se estende por toda a projeção. Embora a intenção possa ser transmitir um medo e angústia em relação à monstruosidade do protagonista, o resultado é uma sucessão implacável de cenas perturbadoras que parecem mais focadas na provocação do que na construção de um enredo decente. Além do mais que, embora a atuação de Matt Dillon como Jack seja significante para a construção do enredo, não é suficiente para salvar o filme do seu conteúdo questionável. Sem contar que os demais personagens são pouco desenvolvidos e não conseguem oferecer um contraponto significativo à figura central de Jack, tendo-o como o mais forte da história. Apesar de suas falhas, é preciso destacar como a cinematografia é impressionante, com imagens cuidadosamente compostas e uma paleta de cores que transmite o clima sombrio e opressivo do filme. Sem contar as críticas sociais abordadas no filme, como a falta de segurança pública, que ajudam a desenvolver a trama. A trilha sonora também desempenha um papel importante na criação de uma atmosfera tensa, reforçando a sensação de desconforto ao longo da narrativa.

Nota final: 6.5/10
"Notável, mas um pouco cansativo"